sábado, setembro 17, 2005
E então a vida acaba se resumindo ao trocar de estações. E a gente acaba falando da nostalgia do inverno e do perfume da primavera.Vira páginas, relê histórias. Vê o coração bater forte no outono e também chora durante o colorido do verão. E rotulando a vida em momentos, o tempo passa. E com o tempo passando a gente se pergunta sobre a vida, e esquece que a vida, nada mais é, que o colorido do verão e o perfume da primavera. E dela também fazem parte a emoção, do coração e do choro. Tem coisas que ficam sem explicação e outras que nem tentamos entender. Lembranças que ficam pra trás, questões que deveríamos ter respondido antes de acabar o tempo. E voltamos ao tempo, aquele em que um dia foi nosso e que ficou em algum lugar do passado, guardado. E vem a cabeça aquela canção do Renato em que a melodia não combina com a letra mas preenche o silencio que antecede o beijo. Há conselhos que fazem da vida algo simples, mesmo vendidos aqueles com cicatrizes aparentes. E é justamente desses, que cobramos o sentir do perfume e o bater do coração. E as vezes revolta saber que o Sol não pode ver a Lua. E irrita a idéia de não poder fugir, de não poder deixar de ser. Há dias que passam rápido se comparados aos que se arrastam sob a sombra da não-perspectiva. E voltamos ao tempo, aquele em que planos eram fáceis de serem imaginados e o futuro era algo tão concreto, mais presente que o instante momento. E a certeza de que a única pessoa que teremos que conviver pro resto dos tempos, somos nós mesmos.
 
posted by Anjo at 10:20 AM | Permalink |


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